SNCT 2015 – Exposições científicas despertam vocações e revelam talentos, avaliam educadores

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que terminou neste domingo (25), é a porta de entrada para o mundo da ciência, avaliou o secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Tutuca. Segundo ele, mais de 13 mil pessoas passaram pelos polos de divulgação da ciência montados no Miécimo da Silva, Parque Madureira e Quinta da Boa Vista durante os seis dias de evento. Para o secretário, são as crianças os grandes beneficiários da SNCT.

“Através de brincadeiras e muita criatividade, é apresentado, de forma simples e acessível, o conhecimento, despertando o interesse das crianças. E tudo isso gratuitamente”, avaliou.

Para o coordenador de educação e ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI), Eugênio Reis, a Semana Nacional cumpriu seu papel de divulgação e popularização da ciência.

“Conseguimos levar experimentos de luz e óptica no telescópio. As pessoas se impressionam, porque a maioria nunca teve contato com este tipo de equipamento. É uma experiência que eles irão guardar para toda vida.”

Arthur Pires, de 4 anos, garante que não irá esquecer.  Pela primeira vez, ele viu um telescópio de perto e se impressionou como tudo estava “pertinho”. Depois ficou “chocado” com o tamanho da réplica do dinossauro, exposta pelo Museu Nacional. “Ele está encantado. E eu também. Estou feliz que ele tenha possibilidade de ver tudo isso tão novinho”, disse a mãe Daniela Pires.

Na avaliação do representante do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA/MCTI), Dion Villar Visgueiro, iniciativas como a SNCT contribuem para formar público. “Queremos que a população se acostume com eventos científicos e compareça. Esse é o desafio. Tenho certeza que o público que veio aqui voltará no próximo ano”, aposta.

No estande do Observatório Nacional (ON/MCTI), montado na Quinta da Boa Vista, o interesse do público chamou a atenção de Carlos Henrique Veiga, astrônomo do ON. “Nos primeiros dias vieram os alunos das escolas. No final de semana, as famílias passaram por aqui. E todos muito curiosos, fazendo perguntas. Trouxemos experimentos do cotidiano para mostrar que a ciência está perto de nós, não é algo distante. O desafio das instituições é estar mais perto da população e desmistificar o mito da ciência.”

Estudantes se destacam

Os estudantes das escolas públicas do Rio também foram destaque da Semana Nacional de Tecnologia e Ciência. Nos três pólos, os alunos expuseram seus trabalhos e trocaram experiências com as instituições científicas. Na Quinta da Boa Vista, os adolescentes da Escola Técnica Adolpho Bloch montaram uma câmara escura e o taumatrópio.

“A semana dá visibilidade à produção científica brasileira. A população não conhece nem a metade do que é produzido. A exposição desperta vocações e talentos dos alunos”, disse o professor Everaldo Rocha, do curso técnico de produção audiovisual da Faetec.

No Parque Madureira, alunos da Escola Técnica Estadual Ferreira Viana levaram um robô desenvolvido por eles.  “A exposição é a cereja do bolo para o aluno da escola técnica. Eles se apropriam do conhecimento e disseminam. Além disso, muitos definem a carreira depois de participarem de projetos assim”, conta o professor de física e robótica, César Bastos.

Personagens fazem sucesso

O último dia da Tenda Sesc na Quinta da Boa Vista foi marcado pela visita das famílias. As crianças aproveitaram: fizeram fila no Espaço Coppe Miguel de Simone da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para construírem câmeras escuras com papel e fita colante, e motorzinhos eletromagnéticos. Depois, partiam para serem maquiadas como egípcios no estande do Museu Nacional.

“O evento foi um sucesso. As pessoas ficaram mais tempo na tenda, o que mostra que as instituições conseguiram cativar o público e despertar o interesse”, analisa Andréa Costa, educadora do museu.

MCTI