A Fundação Parque Zoológico de São Paulo divulgou na manhã desta sexta-feira (17), fotos da evolução do crescimento de Téo, a primeira arara-azul-de-lear nascida em cativeiro e no hemisfério sul. As fotos foram divulgadas através do Facebook da instituição, dias após a ave completar 3 meses de nascimento.

Téo está pesando agora 818 gramas, e nasceu em 13 de abril de 2015. Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie é encontrada apenas na caatinga baiana, na região conhecida como Raso da Catarina e o tráfico de animais silvestres e a destruição do habitat são os principais fatores de ameaça à espécie.

A arara-azul-de-lear foi descrita em 1856, porém sua área de ocorrência permaneceu desconhecida por mais de um século. Só em 1978, a espécie foi localizada no nordeste do estado da Bahia, ao sul do Raso da Catarina. Sua distribuição geográfica abrange os municípios de Jeremoabo e Canudos, onde as araras pernoitam e utilizam as cavidades existentes nos paredões de arenito conhecidos como Toca Velha e Serra Branca para se reproduzir.

As aves saem da sua área de repouso, ao amanhecer partindo para as áreas de alimentação distribuídas nos municípios de Paulo Afonso, Santa Brígida, Euclides da Cunha, Monte Santo, Sento Sé e Campo Formoso. Estes deslocamentos podem implicar em mais de 60 km para os animais chegarem ao alimento. No final da tarde, podem ser vistos bandos chegando de diversas direções, vocalizando e sobrevoando o paredão até acomodarem-se nele para dormir.

Alimenta-se basicamente de cocos da palmeira licuri (Syagrus coronata), podendo consumir em torno de 300 cocos num só dia. Enquanto um grupo se alimenta, ao menos um indivíduo permanece pousado em galhos mais altos de árvores grandes, revezando-se com outras araras nesta função de vigilância. Também faz uso de outros itens alimentares, como a baraúna, o umbu, a mucunã, o fruto de cactos como o mandacaru e o facheiro, além do milho.

Jornal do Brasil


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