Joint venture vai construir cabo submarino entre Brasil e Europa

Estrutura irá permitir comunicação digital e troca direta de dados. Tráfego hoje passa necessariamente pelos Estados Unidos.

O Ministério das Comunicações anunciou nesta terça-feira (30) a criação de uma joint venture (união de duas ou mais companhias) para a construção de um cabo submarino entre o Brasil e a Europa. A estrutura ligará Fortaleza (CE) a Lisboa, em Portugal, e tem investimento estimado em US$ 185 milhões.

O novo cabo, com capacidade para mais de 30 terabits por segundo (Tbps), vai permitir a comunicação digital e a troca de dados diretamente entre Brasil e a Europa. Hoje esse tráfego passa necessariamente pelos Estados Unidos. Um dos objetivos dessa medida é dificultar a espionagem do governo norte-americano.

De acordo com o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, o empreendimento faz parte da estratégia brasileira de ampliar a infraestrutura de telecomunicações, com foco em segurança e diversificação.

“A legislação europeia em relação a dados é bastante importante para assegurar a proteção de dados de maneira ampla, e não apenas dos dados dos cidadãos”, explicou o ministro. Segundo ele, a nova interligação também servirá para reduzir custos, em valores ainda não estimados, já que a conexão com a Europa deixará de passar por outros países.

Conforme o presidente da Telebras (estatal do setor de telecomunicações), Jorge Bittar, o investimento da União Europeia na rede deverá alcançar 25 milhões de euros.

Parceria

A joint venture será uma empresa brasileira, com 45% de participação da IslaLink (empresa espanhola com capital sueco), 35% da Telebras e 20% de um terceiro acionista brasileiro, que ainda será definido. A construção do cabo, com 5,9 mil quilômetros, deverá levar 18 meses, com conclusão prevista para o final de 2017 ou início 2018.

Conforme o ministério, a demanda por tráfego internacional na região cresce a taxas superiores a 40% ao ano. Atualmente, existe apenas um cabo ligando diretamente os continentes, com capacidade esgotada.

Globo

Cable submarino antiespionaje conectará a Brasil con Europa

Los promotores consideran que el cable submarino permitirá el intercambio de información de forma segura, impidiendo el espionaje de otras potencias, como sucedió recientemente a Brasil con EE.UU.

La empresa brasileña Telebras y la compañía española Islalink firmaron un acuerdo para lanzar una compañía conjunta, que permita la instalación de un cable submarino “antiespionaje” de conexión de Internet, que conecte a Brasil con Europa y viceversa.

El cable permitirá el intercambio de información de manera segura porque es “antiespionaje”, y su funcionamiento no dependerá de la intervención de los Estados Unidos (EE.UU.) ni de otras potencias.

Su extensión abarcará desde la ciudad brasileña de Fortaleza hasta la capital portuguesa, Lisboa. Su instalación eliminará el riesgo de que vuelvan a suceder casos como el espionaje de EE.UU. a Brasil, que fue revelado por Edward Snowden, ex agente de la Agencia Central de Inteligencia y extécnico de la Agencia Nacional de Seguridad de Estados Unidos.

Contexto:

El Congreso de Brasil advirtió el pasado 4 de abril que el país aún sigue vulnerable al espionaje de Estados Unidos, dado que “no está preparado” para interceptar intromisiones telefónicas extranjeras, por lo que propuso una nueva legislación para contrarrestar el problema.

En un informe, el Senado detalla la investigación hecha a la Agencia de Seguridad Nacional de Estados Unidos (NSA) que revela la intervención telefónica y de correos electrónicos de brasileños, incluyendo el de la presidenta Dilma Rousseff.

La única conexión directa es vieja y sólo es usada para comunicaciones de voz. El Gobierno de Brasil acordó con la Unión Europea el tendido de un cable submarino de fibra óptica que recorra todo el océano Atlántico, con el propósito esencial de garantizar una mayor seguridad en la transmisión de datos, evitando así el espionaje estadounidense.

“Internet es una de las mejores cosas que el hombre ha inventado. Así que coincidimos en la necesidad de una garantía (…) de neutralidad de la Red, un área democrática donde podamos proteger la libertad de expresión”, dijo la mandataria.

Telesur


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